SÉRIE: “CONSEQUÊNCIAS DO ABUSO SEXUAL NA VIDA ADULTA”

O abuso sexual infantil pode gerar consequências que são imensuráveis para a vida da vítima. Pessoas que não dispõem de uma rede de apoio social e afetivo, podem sofrer um impacto ainda maior. As lembranças são eternas, mesmo passado muitos anos ou mesmo após a morte do abusador, a dor e a lembrança continuam vivas no coração de quem foi vítima.
As sequelas do abuso pode acontecer a curto, médio ou longo prazo, cujas as consequências são diversas e depende de vários aspectos como:

  • Idade da criança e do abusador;
  • Personalidade da criança;
  • Duração e frequência da agressão;
  • Reação do ambiente;
  • Tipo de relação entre a criança e o abusador.

As sequelas do abuso sexual pode se manifestar em diversas áreas, principalmente nos aspectos físicos, psicológicos, emocionais e sexuais.

Algumas pessoas com um alto grau de resiliência podem reagir se fortalecendo com a situação, enquanto outras podem ficar ainda mais debilitadas, conforme seu histórico emocional e psicológico para lidar com situações adversas.

As sequelas do abuso sexual pode se manifestar em diversas áreas, principalmente nos aspectos físicos, psicológicos, emocionais e sexuais.

Entre as consequências físicas tem o risco de desenvolver uma doença sexualmente transmissível, gravidez ou lesões genitais. A vítima também pode começar a  se sentir suja e desenvolver uma negligência com a sua própria higiene, com a sua aparência e cuidados pessoais como uma tentativa de evitar uma outra situação de abuso.

 Os danos psicológicos e emocionais também podem ser enormes:

  •  Agressividade
  •  Fobias
  •  Delinquência
  •  Hiperatividade
  •  Baixa autoestima
  •  Perda da confiança
  •  Transtornos mentais
  •  Perda da autoconfiança
  •  Transtorno de personalidade
  •  Dificuldade de aprendizado
  •  Dificuldade de relacionamento
  •  Transtorno de estresse pós traumático
  •  Comportamento autodestrutivo (autoflagelo)
  •  Distúrbios alimentares (bulimia, anorexia, compulsão alimentar)

Vivian Cordeiro Esteves

CRP – 06/11.0593

Prevenção ao Abuso Infantil

Apresentação

Preocupados com o aumento da problemática nacional do abuso sexual infantil, o Instituto Edificando realiza o  projeto  “aprendendo a dizer NÃO! ”. Com o intuito de desenvolver este trabalho nas escolas, comunidades, igrejas e ONG’S, o projeto tem como objetivo conscientizar e sensibilizar tanto as vítimas quanto as autoridades em geral, sobre a incidência dos casos de abuso que podem ocorrer em seus meios de convívio.

Fundamentado por valores éticos e morais, o projeto tem como característica a prevenção por meio da educação e reflexão acerca do tema, que por ainda possuir um grande “tabu” em conversas pedagógicas e familiares, acaba por não ser tratado com a devida seriedade e urgência que possui. Estabelecida esta comunicação, acreditamos que é possível capacitar a criança para que ela aprenda a dizer “não” em situações de violação ao seu corpo, denunciar e até defender-se de uma possível tentativa de abuso sexual.

O projeto foi elaborado visando a faixa etária de 5 a 11 anos, pois trata-se de uma fase em que os danos psicológicos podem ser tratados com maior facilidade. Para tal, foi elaborado um material específico que busca ilustrar por meio de personagens e histórias baseadas em situações reais, que as crianças poderiam vir a enfrentar em seus lares e rotinas.

É necessário ressaltar que se trata de um projeto de ensino preventivo no que diz respeito à proteção não só da sexualidade infantil, mas também da própria infância.

 

Dados (dados emitidos pela SDH – Secretaria de Direitos Humanos/2015)

  • 18.250 denúncias de abuso sexual infantil pelo Disque 100
  • 1 criança é abusada a cada 8 minutos no Brasil;
  • 68,42% das vitimas são mulheres
  • 31,47% das vitimas tem idade entre 0-11 anos
  • 42% das agressões sexuais contra a criança são perpetuadas em suas próprias casas;
  • 68,96%  o agressor é do sexo masculino;
  • A agressão sexual é o segundo tipo de violência mais praticado na faixa etária dos 5 aos 11 anos

Dadas estas estatísticas, ressaltamos que o  maior desafio que o projeto encontra é a omissão tanto por parte das vítimas quanto por parte dos responsáveis, muitas vezes por medo ou vergonha, o que impede que se meça a escala total da violência contra a criança. Portanto, é essencial que o projeto seja devidamente aplicado nas escolas e comunidades, para que a opção de omissão seja quase nula, abrindo a possibilidade de se obter refúgio e suporte a partir da denúncia.

OBJETIVO

  • Preparar a criança para enfrentar a violência sexual oferecendo ferramentas práticas para a prevenção do Abuso
  • Conscientizar as mães sobre os cuidados que devem ter com seus filhos para que não sejam vítimas desse tipo de violência
  • Transmitir às crianças da rede pública de educação, por meio de histórias, o que é um toque de amor e o que é um toque abusivo
  • Orientar e conscientizar as famílias, educadores e alunos sobre o assunto levando esclarecimento quanto a seus direitos e alertando quanto a necessidade de buscar junto aos órgãos competentes o apoio necessário a vitima

META

  • Institucionalizar o projeto nas escolas, igrejas e ONGS’s

PUBLICO ALVO

  •  Crianças de 5 a 11 anos

METODOLOGIA

O projeto possui um material próprio, desenhado e executado por um cartunista que estudou milimetricamente as mensagens que os personagens e histórias teriam que conter, para que fosse disseminado com eficácia a conscientização do abuso bem como sua prevenção.

Com histórias simples de vocabulário próprio para a faixa etária estipulada, a ilustração e atividades fazem parte universo infantil, contendo princípios e ensinos sobre corpo, emoções e situações que envolvem abusos. As crianças são ensinadas a dizer NÃO por meio das histórias vividas pelos personagens, que lhes ensinam como identificar e prevenir o ato.

Também foi elaborada uma cartilha para os pais, que contém orientações acerca de como observar os sinais emitidos através do comportamento da criança que caracterizem um possível abuso sofrido.

A metodologia é dividida em 4 partes onde:

Etapas do Projeto:

  1. Palestra aos pais
  2. Divisão da história em 4 semanas onde:
    1. Abordara autoestima
    2. Trabalhara emoções, tratando a liberdade de sentir e de se expressar.
    3. Trabalhara a verbalização da criança sobre situações de risco, tratando das emoções positivas e negativas acerca destas do tema.
    4. Aplicara a cartilha em sua essência abordando a temática do abuso sexual propriamente dito..
  3. Encerramento do projeto –  Trabalho de interatividade, com atividades artísticas onde as crianças relembram do conteúdo ministrado, juntamente com atividades destinadas aos adultos de forma a  ser aplicado o material específico aos mesmos.